quinta-feira, 10 de junho de 2010

Aposentados e pensionistas participam de encontro em Campinas

Cerca de 45 pessoas participaram do 2º Encontro de Aposentados e Pensionistas da Delegacia Sindical Campinas/ Jundiaí, realizado nesta quarta-feira, dia 9 de junho, no Euro Suit Hotel, em Campinas.

O evento foi aberto pelo presidente da DS Campinas/ Jundiaí, Paulo Matsushita, que deu as boas vindas aos presentes e destacou que este foi o primeiro encontro ocorrido após a unificação das entidades sindicais oriundas da antiga Receita Federal e da Previdência Social. “Esta unificação tem representado um rico processo de aprendizagem e junção de experiências de duas categorias importantes. Esta atividade é importante no processo de integração de todos os setores da ativa, aduaneiros, aposentados e pensionistas”, destacou o presidente.
Também participaram da mesa de abertura o vice-presidente da DS Campinas/ Jundiaí, José Carlos Rosseto e o diretor de assuntos de aposentadoria e pensões, Ronald Botelho.

Saúde Bucal
Após a abertura, aconteceu a palestra com a Dra. Marília Borba Cunha, mestra em implantodontia pela faculdade São Leopoldo Mandic, que ressaltou a importância da saúde bucal para a auto-estima e qualidade de vida e apresentou diversas formas de tratamento e reabilitação oral.



Golpes jurídicos e vírus na internet
A segunda palestra foi proferida pelo diretor de assuntos jurídicos da DS Campinas/ Jundiaí, Itamar Vicente Alves, que alertou sobre as diversas tentativas de golpes financeiros que visam vitimar principalmente aposentados e pensionistas. Ele mostrou que estes golpes são aplicados através de correspondências falsas, enviadas via Correios ou por meio eletrônico.
Na mesma palestra, Ronald Botelho apresentou diversos emails que estão sendo enviados à aposentados e pensionistas e que visam instalar vírus nos computadores e assim roubar os dados importantes, como o número da matrícula do SIAPE e senhas bancárias.

Alimentação saudável na 3ª Idade
Ainda no período da manhã houve a exposição da Dra. Jane Márcia de Mourão Dias, coordenadora da área de saúde do adulto e do idoso da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, que deu importantes dicas sobre alimentação saudável, especialmente na 3º idade.

Câncer: prevenção e o melhor caminho
O período da tarde foi aberto com a palestra sobre oncologia, ministrada pelo Dr. Lísias Nogueira Castilho, chefe do serviço de urologia da PUC de Campinas. Ele mostrou a atuais técnicas de tratamento de câncer, principalmente os de maior incidência, como o de próstata, nos homens e de mama, nas mulheres e ressaltou a importância da prevenção e do diagnostico precoce no tratamento da doença.



Ação dos 28,86% - quadro de indefinição
Na segunda palestra da tarde, o ex-diretor de assuntos jurídicos da Unafisco Sindical (gestão 2005-2007) Daniel Muñoz, apresentou informes sobre a ação dos 28,86%. Ele fez um histórico das diversas ações que foram impetradas ao longo dos anos e informou que alguns destes processos estão em fase de votação no STJ e o placar atual é de quatro votos favoráveis e nenhum contrário, num total de 15 votos. Entretanto, destacou que os desembargadores podem mudar de posição e rever o voto até o final da votação.
Ele informou ainda que parte dos processos transitaram em julgado com decisão desfavorável devido à um erro do escritório contratado pela Diretoria Executiva Nacional (DEN) do Sindifisco Nacional, que não juntou a documentação obrigatória ao agravo de instrumento apresentado ao STJ.



Perspectivas para o movimento sindical
A palestra final do 2º Encontro de Aposentados e pensionistas da DS Campinas/ Jundiaí foi proferida por Paulo Matsushita, que fez um histórico do movimento sindical no serviço público e das transformações do mundo do trabalho ocorrido nas duas ultimas décadas.
O presidente da DS Campinas/ Jundiaí destacou as tentativas de usurpação das prerrogativas do Auditor-Fiscal, que vem ocorrendo desde a metade da década de 1990. “Após a fusão dos fiscos, que foi um projeto polêmico, houve também a unidade de duas entidades com tradição na defesa do serviço público, a Unifisco e a Fenafisp. Isso foi um avanço na organização da luta”, observou. Matsushita também destacou a importância da participação dos aposentados e pensionistas no fortalecimento da entidade sindical. “Esta é a primeira gestão da nova entidade, o que tem sido uma experiência muito rica, com formação de uma cultura e valores comuns”, concluiu.



O evento foi encerrado com a participação do diretor de estudos técnicos da DS Campinas/ Jundiaí, Paulo Gil Hölck, que também falou da importância da participação de todos para enfrentar os grandes desafios que estão postos para a categoria.


terça-feira, 8 de junho de 2010

Diretores da DS Campinas Jundiaí participam de Seminário sobre Previdência em São Paulo

O presidente da DS Campinas/ Jundiaí, Paulo Matsushita e o diretor de comunicações, Darcy César Improta Jr., representaram e entidade no seminário “Previdência Social Pública: Política de inclusão social e alternativas de financiamento”, promovido pela Diretoria Executiva Nacional (DEN), do Sindifisco Nacional, realizada na segunda-feira, dia 07 de junho, em São Paulo.

O evento contou com a participação dos deputados federais Arnaldo Faria de Sá (PTB- SP) e João Dado (PDT – SP), diretores do Sindifisco Nacional e Delegacias Sindicais.

O primeiro painel “Os efeitos da Desoneração da Folha de Pagamento e Renúncia Fiscal” teve como palestrantes o representante da Confederação Nacional de Serviços (CNS) Carlos Eduardo S. de Oliveira; e o professor do Instituto de Economia da Unicamp, Eduardo Fagnani,

Outro painel, com o tema “Previdência Social Pública: Instrumento de Distribuição de Renda e Inclusão Social”, teve como expositores o vice-presidente do Sindifisco Nacional, Sérgio Aurélio Velozo Diniz; e do mestre em economia pela UEM (Universidade Estadual de Maringá) Célio Favoni.

No evento foi discutida a Proposta de Emenda Constitucional 223/2008, que trata da chamada Reforma Tributária. Com a proximidade da eleição presidencial, o tema voltou ao debate, com amplo espaço na mídia comercial para os defensores desta proposta.

No conteúdo da Reforma Tributária, está embutida a proposta de desoneração da folha de pagamento, previsto no § 13, art. 195 da Constituição Federal, desvinculando a receita previdenciária dos salários e a transferindo para tributos sobre o faturamento das empresas. Este mecanismo, se aprovado, subtrairá da Previdência uma fonte de recurso “carimbada” já na origem, por outra que as empresa podem manipular, o que, além do mais, abre caminho para a sonegação. “Temos de atentar para o fato de que nesta proposta de reforma tributária existe um cavalo de tróia, uma reforma da previdência disfarçada”, observa Paulo Matsushita.

Durante o evento, o presidente da DS Campinas/ Jundiaí propôs a participação do Sindifisco Nacional no seminário “Direitos Sociais – Avanços e Perspectivas”, que será realizado em Brasília no dia 17 de junho, promovido pelo Movimento em Defesa dos Direitos Sociais, que reúne diversas entidades. “Precisamos somar forças com os movimentos sociais que lutam contra as reformas tributária e da previdência, que visam retirar ainda mais direito dos trabalhadores”, discursou Matsushita, que também defendeu que o Sindifisco Nacional promova um novo seminário com a participação das principais centrais sindicais do país. “Precisamos envolver estas entidades na luta. Hoje, por exemplo, não vimos a presença da CUT nesta atividade”, comentou.

Outra proposta da DS Campinas/ Jundiaí é que a DEN apresente um estudo com o resultado da fiscalização previdenciária referente ao exercício de 2009. Para efeito de comparação, em 2007, último ano antes da fusão dos fiscos, o resultado da Auditoria-Fiscal sobre a contribuição previdenciária foi de R$ 17 bilhões, ao passo que em 2008, após a fusão, a arrecadação foi reduzida para R$ 6 bilhões. “Esta vertiginosa queda da arrecadação em 2009 evidencia que houve uma desestruturação da auditoria previdenciária, com impacto direto sobre a receita da Previdência Social”, afirmou Paulo Matsushita. “É um quadro grave e cabe a nossa entidade nacional denunciar esta situação junto a Administração da RFB e ao Conselho Nacional da Previdência Social. Também temos de denunciar esta situação ao conjunto da sociedade e desmontar o falso discurso de déficit na Previdência. Isso requer unidade de amplos setores do movimento sindical e dos movimentos sociais”, concluiu.

Cabe lembrar que nos dias 21 e 22 de junho, este tema também será discutido no seminário “Estado, Tributação e Seguridade Social”, que será realizado por várias Delegacias Sindicais do Sindifisco Nacional, em parceria com o Instituto de Economia da Unicamp e o Ipea. O evento será no Centro de Convenções da Unicamp. Os principais candidatos à Presidência da República foram convidados para o debate.



segunda-feira, 7 de junho de 2010

Horários e locais da Assembleia Geral

Conforme edital de convocação da Diretoria Executiva Nacional (DEN), do Sindifisco Nacional, a DS Campinas/ Jundaí informa os locais e horários da Assembleia Nacional que será realizada nesta quinta e sexta-feira (dias 9 e 10 de junho), com a seguinte pauta:

Informes
Análise de Conjuntura;
Deliberações da Plenária Nacional;
Assuntos Gerais.

Horários e locais:
DRF Campinas 
10/06 - quinta-feira  - 10h Sala de video conferência

DRF Jundiaí
10/06 - quinta-feira - 10h - Auditorio da DRF

Alfândega Viracopos
10/06 - quinta-feira, 14h - Auditorio

DRJ Campinas
11/06 - sexta-feira, 10h - Copa - 4º Andar

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Não pode haver LOF sem autoridade administrativa do Auditor-Fiscal

Manifesto da Diretoria da DS Campinas – Jundiaí de 04/06/10

NÃO PODE HAVER LOF SEM AUTORIDADE ADMINISTRATIVA DO AUDITOR-FISCAL
A RESPEITO DO INDICATIVO “4” DA ASSEMBLEIA NACIONAL DO DIA 9/6/2010

A Diretoria Executiva da Delegacia Sindical Campinas/Jundiaí vem a público para manifestar a sua posição com relação ao encaminhamento da DEN contrário ao indicativo “4” da Assembleia Nacional, a realizar-se no dia nove de junho próximo.

O indicativo tem a seguinte redação:
“Os Auditores-Fiscais entendem que a LOF deve prever que o Auditor-fiscal é a autoridade administrativa prevista pelo CTN em seus artigos e também o servidor fiscal referido no artigo 37, XVIII, da CF como condição para receber o apoio da categoria no seguimento da proposta”.

Em suas considerações ao indicativo, a própria DEN frisa que “a autoridade do Auditor-Fiscal é um dos pontos fundamentais da LOF e lutará, junto com a categoria, de forma incessante ao longo de todo o processo que levará à sanção da LOF, para que essa autoridade seja devidamente reconhecida” (grifo nosso).

A DEN argumenta, contudo, que a proposta padece do defeito de “prender-se à literalidade da lei” (!). Espantosa essa afirmação da DEN: nossa atividade não é vinculada e, portanto, não somos autoridade administrativa com o objetivo de, justamente, aplicar a lei? A DEN afirma que a caracterização clara do Auditor-fiscal é um dos pilares, talvez o mais importante, da LOF e, no entanto, por que conceder que não haja correspondência dessa caracterização com o expresso no art. 142, do CTN? Há alguma razão que o impeça?

Abrir mão da clara identificação do Auditor-fiscal como autoridade administrativa e como servidor fiscal (inc. XVIII, art. 37, CF), deixando isso apenas implícito ou subentendido, seria ignorar os sucessivos ataques que vêm sendo dirigidos contra as nossas atribuições, por força das concepções de Reforma Administrativa que se instalaram na Administração Pública desde a década passada e que demandaram lutas exaustivas do nosso movimento sindical: transferência da titularidade do lançamento ao órgão, ao cargo provido em comissão, compartilhamento com servidores de outros cargos e “mutações” e relativizações, não desprovidas de sentido e intenção, do conceito de autoridade administrativa, inclusive, algumas delas, constantes da minuta apresentada pela Administração, em 19 de abril passado.

Se esse pilar da proposta não for atendido já na primeira etapa da negociação, ou seja, se já não contamos com o apoio dos próprios dirigentes da Casa, qual a garantia de que esse “ponto fundamental da LOF”, como o qualifica a DEN, será atendido na continuidade da tramitação do anteprojeto, seja no Executivo, seja no Legislativo, especialmente, onde teremos que nos defrontar com grupos de interesse ainda mais poderosos, que não querem o fortalecimento de nossa carreira e de nossas atribuições?

Contrariamente ao que foi exposto pela DEN, em suas considerações, acatar o Indicativo “4” não significa “a desistência (...) de participar de todo o debate para buscar a construção de uma LOF que melhor represente os anseios da Classe”. Significa, isso sim, que um anteprojeto que não contemple um “ponto fundamental da LOF” (que é como a DEN entende a caracterização do Auditor-fiscal como autoridade administrativa) não poderá ser apoiado pelo Sindifisco Nacional e que teremos que envidar todos os esforços para restabelecer a proposta naquilo que é fundamental, sob pena de termos um diploma que nos traga garantias laterais, atingindo perigosamente o centro de nossos anseios.

Todo esse debate foi feito, no mérito inclusive, e também no que se refere à estratégia dos passos futuros, na Plenária Nacional (instância superior ao CDS), dos dias 27 e 28 de maio último, e os delegados lá presentes, representando as Delegacias de todo o país, entenderam majoritariamente a pertinência e a importância do Indicativo 4. Acresce que, ao encaminhar contra o indicativo “4”, ou seja, contra uma proposta que obteve o aval da Plenária Nacional, na qual estiveram mais de duzentos delegados, a DEN torna a incidir nos problemas já ocorridos no CDS dos dias 3 a 5 de maio, quando encaminhou um substitutivo de LOF que não fora apreciado pela categoria, o que resultou numa votação que não constrói a unidade da categoria. Não é um bom sinal para uma luta que se afigura árdua e exigirá a união de todos nós.

A Diretoria Executiva da Delegacia Sindical Campinas/Jundiaí encaminha, por todas essas razões, pela aprovação do Indicativo “4”.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

DS Campinas/ Jundiaí provoca discussão sobre proposta de desoneração da folha

O presidente de DS Campinas/ Jundiaí, Paulo Matsushita, questionou, na Plenária Nacional, a postura dúbia da DEN, conforme publicada no Boletim Informativo nº 173 (dia 27 de maio) com relação às propostas dos principais candidatos à Presidência da Republica sobre a desoneração da folha de pagamento. “O Sindicato, em princípio, é contra a redução da alíquota patronal para a Previdência Social, sem que haja uma definição clara de onde virá a nova fonte do custeio. É inquestionável que a contribuição sobre o faturamento é muito mais fácil de sonegar do que os tributos existentes hoje sobre a folha de pagamento”, diz o boletim.

Após a manifestação da DS Campinas/ Jundiaí, a DEN corrigiu a informação no sitio na internet, com a seguinte nota, “A DEN (Diretoria Executiva Nacional) do Sindifisco Nacional reforça que é contra qualquer desoneração sobre a folha de pagamento de salários, como sugeriram alguns dos candidatos à presidência da República, durante sabatina promovida pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), na terça-feira (25/5)”.
 
A proposta de desoneração da folha de pagamento é uma armadilha que visa tirar recursos da Previdência, uma vez que a arrecadação passa a ser em forma de um tributo sobre o faturamento das empresas. Assim, não há garantia de que esse dinheiro irá para os cofres da Previdência. Nossa postura frente a essa proposta absurda não pode deixar espaço para dúvidas, em defesa dos trabalhadores e da Previdência Social.

Diretores da DEN rebaixam debate e desrespeitam democracia interna

Vivemos um momento de grandes desafios para a carreira do Auditor-Fiscal. A criação da LOF, o processo de desmonte da fiscalização previdenciária após a fusão dos fiscos, as discussões sobre modelo de Estado, entre outras questões importantes estão colocadas em um ano de eleições presidenciais e de renovação do Congresso Nacional.

O resultado destas discussões terá impacto direto em nossas vidas, seja no campo profissional, seja como cidadãos brasileiros. Logo, nossa categoria precisa de um debate político contundente e acalorado, mas num nível elevado, onde as divergências – legítimas no processo democrático – sejam debatidas no plano das idéias e dos projetos políticos.

Infelizmente, a postura de alguns diretores da DEN nas instâncias de deliberação aponta para o sentido contrário. Neste ultimo CDS e na Plenária Nacional não foi diferente. Ataques pessoais, pronunciamentos raivosos e a tentativa de desqualificação de qualquer proposta contrária à defendida por eles têm sido a tônica do discurso destes diretores. Será por falta de melhores argumentos ou trata-se apenas de ressentimento?

Não adianta nos reivindicarmos agentes de Estado, mas termos um debate político interno rebaixado e, portanto, não condizente com as nossas aspirações de ser uma categoria influente na interlocução com a sociedade no campo dos temas que nos são afetos.

Essa postura sectária da DEN, além de despolitizar o debate, leva à desmobilização da categoria e não constrói a unidade, que é condição indispensável para a categoria obter vitórias.

Diretores da DS Campinas/ Jundiaí participam do CDS e da Plenária Nacional

Entre os dias 24 e 28 de maio de 2010, a DS Campinas/Jundiaí fez-se representar na reunião do Conselho de Delegados Sindicais (CDS) do Sindifisco Nacional (de 24 a 26 de maio) e na Plenária Nacional, nos dias 27 e 28. Leia abaixo o relato das duas atividades

CDS debate lista tríplice para Secretário da RFB
O CDS reuniu-se, primeiro, ordinariamente, para apreciar o Balanço Patrimonial da entidade, relativo ao exercício 2009, as demais contas de resultado, receitas e despesas, bem como o relatório de desempenho da Diretoria Executiva Nacional (DEN).

Vencida esta etapa, iniciou-se a reunião extraordinária, que apresentava uma extensa pauta de treze itens, vários deles acumulados de reuniões anteriores, por falta de tempo para discuti-los. Após os informes da DEN e das DS e da análise da conjuntura, o Conselho pôde discutir e decidir sobre uma boa parte da pauta – destacaremos os itens “4 – Lista tríplice para Secretário da RFB” e “5 – Prerrogativas de acesso a estabelecimentos públicos e privados pelo auditor-fiscal”.

No item 5, discutido primeiro, o CDS apoiou, por larga margem, o manifesto da DS/São Paulo, que denunciava a tentativa da Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério da Fazenda (SPOA/MF) de negar o reconhecimento da identidade funcional do auditor-fiscal “como documento hábil e suficiente ao ingresso das autoridades fiscais nas dependências do edifício” sede do MF em São Paulo.

Adicionalmente, através de uma maioria ainda mais significativa, o Conselho decidiu produzir um manifesto no qual chama a atenção para a gravidade da situação.

O item 4, ponto alto da reunião, produziu excelente debate, por ocasião da sabatina realizada com os candidatos à lista tríplice para escolha do Secretário da RFB. Compareceram cinco dos onze escolhidos pela categoria na fase regional: Henry Tamachiro de Oliveira (1ª RF), Henrique Jorge Freitas da Silva (4ª e 9ª RF), Dão Real Pereira dos Santos (5ª e 10ª RF), Luís Sérgio Fonseca Soares (6ª e 8ª RF) e Jorge do Carmo Sant’Anna (8ª RF).

Os ausentes apresentaram justificativas; dois deles – Celso Fernandes (8ª RF) e Lina Maria Vieira (2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 7ª, 8ª, 9ª e 10ª RF) enviaram cartas aos auditores-fiscais, que foram lidas em plenário.

Dois fatos há a lamentar neste item:

- Primeiro, a exclusão, pura e simples, dos nomes de Luís Sérgio Fonseca Soares e Lina Maria Vieira, dentre os escolhidos pela 8ª Região Fiscal na fase regional do certame. A DS/Campinas-Jundiaí, que sediou a plenária prevista para esta fase, de acordo com o item 6.2 do Regulamento, manifestou o seu protesto e exigiu que os dois colegas, felizmente indicados por outras Regiões Fiscais, fossem considerados, também, representantes da 8ª RF.

- Depois, deve-se lastimar a forma desdenhosa com que, parece, a DEN vem conduzindo o processo da lista tríplice, adiando a fase nacional da escolha, que só agora se iniciou, e descumprindo, sem qualquer explicação plausível, o item 8 do Regulamento, que previa o sistema de videoconferência, com transmissão para todas as DS, da realização da sabatina. A DS/Campinas-Jundiaí apoiou enfaticamente propostas visando corrigir estas deficiências, de forma a recuperar a motivação da categoria para lutar incansavelmente pela implantação da lista tríplice na RFB.

LOF é tema central da Plenária Nacional
Dentro do tema “Campanha Salarial 2010”, assunto central da pauta desta Plenária, a tramitação da proposta de LOF aprovada na última Assembleia Nacional foi, de longe, o item mais discutido.

Manifestaram-se, no plenário, duas correntes de pensamento: aqueles que entendem que a categoria não deveria mais discutir a LOF até que a Administração da RFB apresente a sua versão final (a DEN colocou-se claramente deste lado) e os que pensam ser imprescindível continuar o debate, com vistas a fortalecer o projeto, definindo os princípios que fundamentam a nossa ação no exercício do cargo, os quais não podem ser omitidos em qualquer proposta de LOF que pretenda receber o apoio da categoria. Nesta corrente inclui-se a DS Campinas/Jundiaí.

No final do primeiro dia de Plenária, haviam sido encaminhadas quinze propostas à mesa diretora, dentre elas as que submetiam à Assembleia Nacional a aprovação destes princípios, na forma aqui descrita e a que encaminhava a rejeição formal da minuta de LOF apresentada pela Administração em 19 de maio de 2010.

Reiniciados os trabalhos no dia seguinte, após considerável atraso, devido à insuficiência de quorum (140 delegados), o Presidente da Mesa informou ao plenário que seriam abertas inscrições para debater o tema Campanha Salarial 2010, previamente à discussão e aprovação das propostas.

Vários delegados ponderaram que, com a diminuição do tempo destinado à análise de propostas, devido à previsão de realização, à tarde, do ato público aprovado na Plenária anterior, gastaríamos desnecessariamente um tempo precioso com este procedimento, visto que este debate dar-se-ia na discussão das propostas. Colocado em votação, o encaminhamento da Mesa foi rejeitado e passamos às propostas – primeira vitória do campo de oposição.

A ordem apresentada pela Mesa Diretora para discussão e votação das propostas deixava para o final aquelas que se referiam à LOF. Na fase anterior, foram aprovadas, rapidamente as seguintes propostas:

- A DEN deverá colocar à disposição das DS dados, informações e análises, visando subsidiar a nossa Entidade, nas suas regionais, para intervirmos no debate eleitoral, para contato com candidatos e discussões com a sociedade, em defesa do serviço público, da Previdência do Servidor Público e do Regime Geral da Previdência Social. (originada na DS/Campinas-Jundiaí).

- A DEN deverá empreender esforços para que haja, tão logo possível, uma Plenária da CNESF (Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais), a fim de que seja organizada uma reação aos ataques aos nossos direitos que têm sido desferidos nos meios de comunicação. (originada na DS/Campinas-Jundiaí).

- Inclusão na pauta reivindicatória da exigência do cumprimento imediato pela Administração dos Mandados de Injunção aprovados pelo STF, referentes à contagem de tempo especial para aposentadoria dos que exerceram função em condição perigosa ou insalubre.

- Inclusão de um item 4 na pauta reivindicatória, propugnando pela defesa da justiça fiscal, tributária, da Seguridade Social e da Aduana como instrumento de soberania nacional.

- Encaminhamento da Pauta Reivindicatória a todos os candidatos à Presidência da República.

Em seguida, viriam as propostas relativas à LOF. Antes, porém, a Mesa, com o apoio da DEN, encaminha o encerramento dos trabalhos às doze horas. Em contraposição, surge a proposta de plenário de interromper a sessão às 13h30, para realização do ato público às 15h30, em frente ao Ministério da Fazenda. Posto em votação, o encaminhamento da Mesa é vencido, novamente, por 74 votos, contra 98 e seis abstenções - segunda vitória.

Vencida, a Mesa Diretora informou, então, como seria o ordenamento das propostas referentes à LOF – primeiro, as mais genéricas, por último as mais específicas – e a primeira posta em pauta, ironicamente, a última proposta recebida pela Mesa na noite anterior e, muito possivelmente, entregue fora do horário estabelecido para o recebimento das mesmas, sugeria a não apreciação de nenhuma proposta de LOF, até que a Administração apresentasse sua versão final.

Era o encerramento dos debates e da Plenária, como já haviam pretendido a DEN e a Mesa Diretora. Mais uma vez foram vencidos – a proposta foi rejeitada, 72 votos favoráveis, 86 contrários e duas abstenções.

A partir daí, ficou clara a intenção da Plenária. Infelizmente, o tempo que restava para a discussão e aprovação de mais propostas era muito curto e, somente duas ou três delas foram aprovadas em seguida. Mas, foram resoluções muito importantes, que serviram para demarcar a posição dos delegados eleitos por suas bases, de propor à categoria a continuação dos debates e a sua mobilização em torno da LOF.

As propostas aprovadas foram para submeter à Assembleia Nacional os seguintes indicativos:

- Rejeitar a minuta de LOF apresentada pela Administração em 19 de abril de 2010 e reafirmar a aprovação do substitutivo apresentado à Assembleia Nacional (133 votos favoráveis, três contrários e quatro abstenções).

- Reconhecer no Auditor-Fiscal a autoridade administrativa a que aludem os artigos 142 e outros do CTN e, também, o servidor fiscal referido no inciso XVIII, artigo 37 da Constituição Federal.

- Vedar o compartilhamento das atribuições do AFRFB com outros cargos ou com o órgão.

DEN manobra para esvaziar Plenária
Antes da aprovação da primeira destas propostas, ocorreu uma tentativa de esvaziamento do plenário, a fim de evitar o prosseguimento dos trabalhos. Com o pedido de verificação dos presentes no plenário, muitos delegados voltaram e registraram seu voto, sem, porém, atingir o quorum mínimo de votação (137 votantes, para um mínimo de 140).

Neste momento, foi solicitada à Mesa a confirmação do quorum de votação e causou generalizada revolta entre os delegados a informação de que trabalhávamos, desde o dia anterior com o quorum inchado de 140 delegados, em vez do número correto, que era 109. Uma enorme perda de tempo, que deve ser levada a débito, apenas, dos organizadores do evento, se forem descartados quaisquer propósitos mal-intencionados.

Esta Plenária, que por um lado mostrou engrandecido o espírito de luta dos Auditores-Fiscais, por outro lado, foi palco para ações e omissões da DEN, nossa liderança primeira, que, sem dúvida, dificultam sobremaneira a mobilização da categoria em torno de seus ideais maiores, para citar um deles, a aprovação de uma lei orgânica que garanta, realmente, nossa ação desembaraçada como agentes do Estado, em busca do interesse público.

Chegamos à Plenária da Campanha Salarial, sem nenhuma proposta concreta, um plano de lutas para sustentar a nossa Pauta Reivindicatória. A DEN omitiu-se, ainda no chamamento para a realização do ato público, deixando ao plenário a escolha: Ato ou Plenária? E, diante de qualquer proposta de debate de idéias, a reação, uníssona, tem sido sempre a mesma, de recusar o diálogo, de rotular seus oponentes (“os mesmos”, “cavaleiros do apocalipse”), inviabilizando, no mais das vezes, o debate franco, elevado e produtivo, espelho do exercício pleno da democracia interna participativa, princípio que consta, soberano, do nosso Estatuto.

A Delegacia Sindical Campinas/Jundiaí conclama seus filiados e demais colegas de todo o Brasil a comparecerem à próxima Assembleia Nacional, para discutir e votar os indicativos propostos pela Plenária, validando em sua instância maior o trabalho realizado por seus delegados.